Depois de ler pela primeira vez uma obra de Lyssa Kay Adams, não consegui decidir se gostei ou não de sua escrita. Mas, antes de me aprofundar nisso, vamos falar sobre o livro em questão: Clube do livro dos homens.
A primeira regra do Clube do Livro dos Homens é não falar sobre o clube!
Depois de três anos, Gavin e Thea estão passando por um grande problema no casamento após o marido descobrir que a mulher sempre fingiu os orgasmos que sentia com o marido.
Gavin é um dos maiores jogadores de beisebol da atualidade. Com a agenda de atleta sempre cheia, Thea abriu mão do que sempre sonhou para se dedicar ao marido e as gêmeas que tiveram logo no começo do relacionamento.
Apesar de amar as filhas mais do que tudo, Thea sente que chegou no limite depois de tantos anos fingindo. Fingindo que gosta de passar os dias como dona de casa. Fingindo que gosta das mulheres dos outros jogadores do time do marido. Fingindo que não tem seus próprios sonhos. Fingindo que sente prazer quando transa com o marido.
Mas, depois que Gavin descobre sobre essa última mentira, a mulher, finalmente, se cansa de fingir.
O jogador não reagiu nada bem quando soube que nunca foi capaz de dar prazer a esposa e decide fazer justamente a pior coisa para um relacionamento: se mudar para o quarto de hóspedes e ignorar a mulher.
Depois de semanas dessa atitude, Thea desiste, pede o divórcio e coloca o marido para fora de casa.
Desesperado e arrependido, Gavin está disposto a tudo para reconquistar o amor de sua vida. Assim, alguns de seus companheiros de time o apresentam ao Clube do Livro dos Homens.
O clube foi criado com o intuito de ajudar os homens a entenderem as vontades e necessidades femininas através da leituras de romance. No começo, Gavin acha tudo ridículo, mas, como não sabe mais o que fazer, aceita a ajuda dos amigos.

Enquanto Gavin só tem planos de reconquistar a amada, a mulher quer se reencontrar com a antiga Thea. Aquela que era espontânea, alegre, competitiva e impulsiva. Assim, decide que voltará a estudar.
Depois de muita insistência de Gavin – e vários protestos da irmã, Liv, sobre como aquilo é absurdo – Thea aceita dar uma chance para o (futuro-ex) marido dizendo a si mesma que é apenas pelo bem das filhas. O jogador terá até o Natal para provar que mudou. Ou seja, pouco mais de um mês.
Mesmo estando determinado a reconquista-la, o atleta sabe que a mulher não vai ceder tão fácil e quanto mais tenta dobra-la, mais percebe o quanto errou durante todos os anos de casamento. O quanto a esposa era negligenciada.
Apesar de tentar fazer jogo duro, fica cada vez mais difícil resistir ao novo Gavin, que parece cada vez mais ousado, romântico e sexy.
Claro que Thea não sabe que o marido conta com a ajuda dele: o conde Benedict do livro escolhido pelo clube, “Cortejando a condessa”. E quando eu digo ajuda, eu quero dizer que ele pega as mesmas frases e usa com a mulher.
Qual será a reação de Thea ao descobrir que todas as mudanças do marido vieram de um clube literário de homens que leem romances? É errado Gavin usar os ensinamentos do livro para reconquistar a esposa? Ou os livros servem exatamente para nos ensinar algo? Gavin conseguirá reconquistar a mulher? Se sim, Thea voltará a ter a vida de esposa troféu de antigamente? Ou tudo no relacionamento dos dois terá que se adequar a sua nova/velha personalidade? E será o fim dos fingimentos na cama? Ou o marido jamais será capaz de dar prazer a própria esposa? Quais marcas de um passado conturbado levamos para o futuro?
Eu sinceramente espera muito mais do livro. Eu acho que gostei da escrita da autora, mas achei a história em si extremamente boba. Todos os conflitos pareciam bizarramente melodramatizados, como se cada situação simples fosse transformada em um grande drama.
Além disso achei os personagens chatos. Não consegui torcer pelo casal e a irmã é simplesmente insuportável!
Apesar da minha opinião, esse livro é sucesso entre os leitores e agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?
