Linha 4 Amarela

Fala, leitores!

Imagine-se em um fim de tarde comum em São Paulo, pegando o metrô na movimentada Linha 4-Amarela. De repente, explosões abalam as estações Paulista e Consolação, deixando milhares de pessoas presas no subterrâneo da cidade. É nesse cenário caótico que se desenrola “Linha 4 Amarela: Terrorismo ou Justiça?”, de Felipe S. Mendes, um thriller nacional que nos faz questionar os limites entre o bem e o mal.

O grupo terrorista autodenominado SETE executa um ataque coordenado, detonando sete bombas que isolam os passageiros nas profundezas do metrô paulistano. Suas exigências são claras: mudanças políticas radicais que beneficiem a população, como a redução dos salários exorbitantes dos políticos para um salário-mínimo. A cada hora que suas demandas não são atendidas, uma nova explosão é prometida, aumentando a tensão e o desespero tanto dos reféns quanto das autoridades.

A narrativa é construída de forma a nos apresentar diversos pontos de vista: desde os membros do grupo SETE, liderados pela enigmática “Mãe”, até as altas esferas do poder, incluindo o governador e seu filho mais novo, Max, que se vê diretamente envolvido no conflito. Essa multiplicidade de perspectivas enriquece a trama, permitindo ao leitor compreender as motivações e dilemas de cada personagem.

Felipe S. Mendes utiliza uma escrita ágil e envolvente, com capítulos curtos que mantêm o ritmo acelerado da história. A ambientação em São Paulo é detalhada de forma realista, fazendo com que os leitores familiarizados com a cidade se sintam ainda mais conectados à trama.

Foto por anna-m. w. em Pexels.com

Um dos pontos mais intrigantes do livro é a dualidade moral apresentada. O grupo SETE luta por causas que, à primeira vista, parecem justas e alinhadas com os anseios da população. No entanto, seus métodos extremos levantam a questão: até que ponto é aceitável usar a violência em nome da justiça? Essa reflexão é provocada constantemente ao longo da leitura, levando-nos a questionar nossas próprias convicções sobre ética e moralidade.

Os personagens são bem desenvolvidos, com histórias pessoais que se entrelaçam de maneira surpreendente. Destacam-se figuras como Max, cuja relação conturbada com o pai governador adiciona camadas de tensão e emoção à narrativa, e Joaquim, um menino que representa a inocência perdida em meio ao caos.

“Linha 4 Amarela” não é apenas um livro de ação; é uma obra que nos faz refletir sobre a sociedade em que vivemos, as falhas do sistema político e os sacrifícios que alguns estão dispostos a fazer em nome de um bem maior. Com um desfecho impactante, que desafia nossas expectativas e nos deixa pensando por dias, este livro é uma leitura obrigatória para os fãs de thrillers e dramas sociais.

E aí, esse é um livro para recordar?

Deixe um comentário

Blog no WordPress.com.

Acima ↑