Absolutamente romântico

O quarto volume da série “Clube do Livro dos Homens” tinha tudo para ser o melhor até agora mas, pelo menos pra mim, foi meio decepcionante. Esperava bem mais da história de um dos personagens mais queridos da saga na minha opinião: Vlad, ou Russo.

Membro do clube do livro há anos, Vlad sempre sonhou em viver tudo o que lia nos romances com sua esposa, Elena.

Apesar dos rapazes terem a regra de sempre compartilharem tudo, Russo não consegue se abrir para os amigos sobre os problemas de seu casamento. Como explicar que é casado há seis anos com a mulher de seus sonhos sem nunca terem transado? Terem trocado apenas um beijo? Não morarem nem mesmo na mesma cidade?

Vlad é um dos melhores jogadores de hóquei da atualidade e conhece Elena a vida toda. Melhores amigos na infância, o rapaz pediu a jovem em casamento quando se mudou da Rússia para os Estados Unidos.

Elena perdeu a mãe quando era criança e seu pai, um grande jornalista russo, sempre colocou o trabalho antes da filha. Sendo assim, a jovem cresceu praticamente na casa de Vlad.

Então, no meio de uma grande investigação, seu pai desapareceu e a família do jogador a acolheu de vez. Sendo assim, precisando de um novo começo, não pestanejou em aceitar o pedido de casamento do melhor amigo, e a promessa de uma vida nova longe da Rússia.

Mesmo com toda a amizade entre eles, o casamento foi um pesadelo. Ambos eram jovens e tinham outras prioridades, não se abriram sobre seus sentimentos e deixaram os maus entendidos tomarem conta do relacionamento.

Logo no começo do casamento Elena disse que queria estudar jornalismo e partiu para Chicago, deixando o marido sozinho em Nashiville.

Anos após poucas interações com a própria esposa, Vlad se surpreende ao vê-la no casamento de Mack. Achando que finalmente a mulher está disposta a dar uma chance a relação dos dois, é mais uma vez surpreendido quando ela pede o divórcio, alegando estar voltando para a Rússia.

Instigada pelo legado do pai, Elena está disposta a descobrir tudo sobre a matéria que seu pai fazia quando desapareceu e finalmente está avançando na investigação. Mesmo amando o marido, sabe que o casamento entre eles não tem futuro e sente que sua obrigação é terminar o que o pai começou.

Foto por Tony Schnagl em Pexels.com

Mas, antes da partida da amada para sua terra natal, Vlad sofre um acidente durante um jogo e Elena decide que o mínimo que pode fazer pelo homem que sempre fez tudo por ela é adiar seus planos por um tempo e cuidar do futuro ex-marido.

Não tendo outra escolha já que terá que morar com a jornalista por algum tempo, Russo se vê obrigado a contar toda sua história para os membros do Clube do Livro dos Homens. Os amigos ficam em choque ao saberem que o mais sensível entre o grupo sofre tanto pela mulher amada.

Mesmo com todos os pedidos, Vlad se nega a aceitar ajuda dos outros rapazes achando que o casamento dele de fato acabou. Mas, precisando de uma distração durante a estadia da futura ex-mulher em casa, conta seu grande segredo: está escrevendo um livro.

Os membros do clube ficam animados com essa descoberta, pois acham que, ao ajudarem o amigo a terminar seu próprio livro, estarão o ajudando a começar sua própria história.

O que o pai de Elena estava investigando? A jornalista conseguirá terminar o que o pai começou e encontrá-lo? Ou ele perdeu a vida durante a maior matéria de sua carreira? Vlad conseguirá terminar seu livro? E começar, finalmente, o casamento com sua esposa? Ou é tarde demais para o casal? Elena voltará para Rússia para seguir os passos do pai? Ou abrirá mão de tudo pelo amor do marido? E Russo? Está disposto a abandonar sua carreira nos Estados Unidos para seguir a esposa?

Eu sinceramente achei que o livro seria uma mistura de suspense e romance e estava muito empolgada, mas de verdade? O mistério, que teve um grande destaque nas primeiras páginas, foi deixado de lado até o último segundo, o que tornou a resolução sem graça e sem emoção alguma.

Além disso achei a aproximação do casal bem lenta. Gosto de um pouco de slow burn, mas, num livro de 310 páginas o casal ainda não ter nem se beijado na página 200 é demais. E nem foi criada uma tensão sexual entre eles. Eu pelo menos não senti nada.

Apesar disso, o livro está longe de ser o pior da série – o primeiro ainda ocupa esse lugar na minha opinião.

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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