Amor verdadeiro na livraria dos corações solitários

Fala, leitores!

Hoje a gente volta à livraria mais charmosa de Londres com Amor verdadeiro na livraria dos corações solitários, segundo volume da série escrita por Annie Darling. Dessa vez, quem assume o protagonismo é Verity Love, a tímida gerente da livraria, fã declarada de Jane Austen, que vive muito bem com sua própria companhia, obrigada. E olha, vou ser sincero com vocês: gostei bem mais desse do que do primeiro livro.

Verity é uma personagem diferente das mocinhas que estamos acostumados a ver em romances. Ela é introspectiva, inteligente, tem um senso de humor peculiar e está completamente confortável com sua rotina tranquila e sua vida de solteira. O problema é que suas amigas insistem que ela precisa encontrar um grande amor. Para se livrar das tentativas de encontros arranjados, Verity inventa que está namorando. Até aí, tudo bem. O plano começa a desandar quando elas querem conhecer o tal namorado.

É nesse momento que Johnny aparece. Um arquiteto carismático e, coincidentemente, também interessado em fingir um relacionamento por motivos pessoais. Os dois fazem um acordo para manter a farsa funcionando, saem juntos em eventos sociais e fingem um namoro perfeito. Claro que com o tempo a convivência vai revelando afinidades, segredos e sentimentos inesperados.

Um dos pontos que mais gostei nesse volume foi como a autora conseguiu aprofundar a protagonista. Verity tem camadas interessantes, inseguranças reais e um olhar muito próprio sobre o mundo. A leitura flui de forma tranquila, e mesmo sem grandes reviravoltas, a história conquista justamente por ser sensível, delicada e respeitar o tempo emocional dos personagens.

“Os olhos de Johny eram de um azul muito definido agora. Como o mar do inverno, tingido de geada e frio. Verity desconfiou de que ele fosse um Darcy. Era muito raro conhecer um Darcy.”

Foto por Suzy Hazelwood em Pexels.com

Essa citação resume bem o tom do livro. Aqui, o amor não chega de forma avassaladora, e sim como um abrigo. Johnny também se revela mais do que aparenta e, apesar de seus dilemas, há uma conexão natural entre ele e Verity. A parceria entre eles cresce baseada em respeito, escuta e conforto. Pode não ser aquele romance cheio de tensão e faíscas, mas entrega uma relação que faz sentido e emociona de forma sutil.

Outro ponto positivo continua sendo o cenário. A livraria, os cafés escondidos de Londres, os pubs, os passeios pelas ruas estreitas… tudo ajuda a criar uma ambientação acolhedora e encantadora. Annie Darling sabe criar esse universo que mistura literatura, amizade, rotina e sentimentos verdadeiros com leveza e charme.

Se no primeiro livro senti que algo ficou faltando, aqui encontrei mais conexão com os personagens e com a mensagem da história. É aquele tipo de romance que te abraça sem pressa, e às vezes é exatamente isso que a gente precisa.

E ai, esse é um livro para recordar? Ah! Leia também: A pequena livraria dos corações solitários

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