O segundo volume da série de livros protagonizada pelo detetive Adam Fawley conseguiu me prender ainda mais do que o primeiro.
Em uma manhã de maio, os operários que trabalham na casa 31 da Framptom Road se surpreendem quando, ao quebrar uma parede do porão, se depararam com o rosto se uma jovem pedindo por socorro na casa ao lado.
Tudo fica ainda pior quando, ao resgatarem a garota, descobrem que ela está presa naquele porão há uns 2 anos. E tem uma criança com ela, que deve ter pouco mais de um ano. Ou seja, o pobre bebê nasceu naquele lugar.
Traumatizada com o que aconteceu, a vitima não é capaz de falar nada. E a criança tampouco. Sendo assim, cabe a Fawley e sua equipe descobrirem o que aconteceu com a garota misteriosa e como ela foi parar lá.
O dono da casa é um idoso chamado Harper, que está sofrendo com o avanço do Alzheimer e tem momentos de ilusão, não sendo uma fonte confiável. Principalmente quando ele claramente tem aversão a mulheres, e não faz questão alguma de esconder.
Todo esse caso fica ainda mais confuso quando é ligado a um desaparecimento que aconteceu dois anos atrás. A mulher em questão é Hannah Gardiner. Uma jornalista que desapareceu em uma manhã, deixando seu filho em um parque sozinho.
Ao investigar a vida de Hannah, os policiais descobrem que o marido da jornalista está se relacionando com a mulher que era a babá do filho deles na época em que a esposa desapareceu. Fazendo com que o marido se torne um dos principais suspeitos no caso de Hannah.

Será que os dois casos tem relação? Harper é realmente o culpado? Se não ele, quem? E por que incrimina-lo? Quem é a jovem encontrada no porão? E quais segredos ela guarda? Hannah estava trabalhando em alguma matéria importante quando desapareceu? Teria ligação com a menina acahada no porão? O que mais o detetive Fawley pode encontrar em um porão escuro?
Quanto mais o detetive investiga o caso da jovem achada no porão, menos entende o que pode ter acontecido, fazendo com que o detetive duvide de todos os envolvidos.
Enquanto isso sua mulher se encarregou de cuidar do bebê e Fawley tem medo da reação da esposa quando tiver que se separar da criança. Afinal esse momento vai chegar, já que ele tem uma mãe. Certo?
Será que o amor que a mulher de Adam sente pela criança é genuíno ou não passa de uma projeção de todo o sentimento que ela tem por Jake?
Apesar da história ser instigante, o final deixou a desejar. Não gosto de finais abertos e eu tive que reler as últimas páginas pra ver se não tinha deixado nada passar. Tudo aconteceu devagar para, nas ultimas 3 páginas, tudo ser jogado, explicado de uma forma apressada e sem emoção alguma.
Apesar disso, valeu a leitura e os plots são muito bons, bem melhores do que o primeiro volume da série. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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