Capa do livro "Nada disso é verdade", de Lisa Jewell. No fundo um estúdio de poscast com elementos como microfone, cerveja e chave.
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Nada disso é verdade

Como é bom quando um livro te prende. Quando você é capaz de passar horas lendo e a cada virada de página querer ler mais. O tempo passa e você nem percebe. Foi exatamente o que aconteceu comigo na leitura de “Nada disso é verdade”.

O segundo livro de Lisa Jewell que eu li já entrou para as melhores leituras de suspense.

O enredo

Alix Summer e Josie Fair são duas mulheres muito diferentes, que fazem aniversário no mesmo dia. E é na comemoração de seus 45 anos que a vida das duas se encontra.

Josie, diferente de todos os anos, decidiu comemorar seu aniversário em um restaurante chique. O que é comum na vida de Alix. Quando a primeira descobre que a outra também está fazendo aniversário, fica fascinada. Principalmente pela diferença entre as duas.

Josie está jantando apenas com o marido, enquanto Alix se encontra rodeada de pessoas. Alix parece ter saido direto de uma capa de revista, e Josie é extremamente comum.

Ao se encontrarem no banheiro, Josie não resiste e vai até Alix.

“Oi! Eu sou sua gêmea de aniversário!”, é o que ela diz.

Depois dessa breve conversa, a vida das duas muda completamente.

Imagem de um estúdio de podcast com microfone, xícara e mesa de som

Os desdobramentos do primeiro encontro

Josie é casada com Walter e tem duas filhas já adultas, Erin e Roxy. Além da diferença enorme de idade entre o casal, a mulher tenta lidar com a ausência da caçula, que saiu de casa e nunca mais deu notícias, e as excentricidades da mais velha.

Desde conheceu Alix, Josie ficou fissurada na mulher. Descobriu que ela é casada com um homem rico chamado Nathan. Tem dois filhos pequenos, Eliza e Leon, e é uma podcaster famosa. Tem um programa no qual entrevista mulheres que mudaram totalmente de vida.

Cansada de todos os seus problemas, achando que seu casamento pode acabar a qualquer momento, Josie procura Alix com uma proposta: relatar em tempo real a mudança na vida de uma mulher. Não apenas entrevistar ela depois de tudo ter dado certo, mas acompanhar o passo a passo dessa transformação.

A ideia parece ousada e empolgante e, mesmo que seu instinto diga que pode não ser uma boa ideia, Alix aceita. É assim que entra de cabeça na vida dos Fair.

Quanto mais descobre sobre essa família, mais deseja nunca ter aceitado a proposta de Josie, e mais intrigada com essa estranha mulher ela fica.

Quais segredos escondem a família Fair?

E Alix? Será que essa vida de capa de revista é verdade? Ou tudo não passa de propaganda? Quais são os limites para ser considerada uma boa pessoa? Fazer tudo por alguém? Quantas mentiras uma pessoa pode contar sem perder a confiança dos outros? E o que é a verdade, se não uma mentira contada várias vezes? Quem está dizendo a verdade? Josie? Alix? Ou nada disso é verdade?

Minhas considerações

Como eu já disse a leitura é extremamente viciante. Os capítulos são curtos, o que só melhora a dinâmica da leitura e a cada reviravolta você se pergunta aonde ela vai te levar.

Você termina de ler querendo voltar pra primeira página pra tentar pegar as coisas que deixou passar. E é o tipo de livro que, talvez com uma segunda leitura, suas opniões acerca dos personagens mudem.

Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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