Sou leitora assídua das obras de Lucinda Riley apesar de trazer pouco dela por aqui. Suas histórias costumam viajar entre passado e presente em mais de 100 anos, então são muitos personagens e sinto que uma resenha poderia ficar arrastada.
“Morte no internato” não tem esse espaço temporal, mas mesmo assim a autora não poupou personagens e tramas paralelas.
A vida dos estudantes da Escola St. Stephen é abalada quando um de seus colegas é encontrado morto em seu quarto.
Charlie Cavendish é aluno do internato e tem fama de ser valentão, principalmente com os alunos mais novos. Filho de uma família poderosa na região de Norfolk, o rapaz de 18 anos nunca foi punido pelos seus atos. Até agora.
Charlie tinha crises de epilepsia e, para evitá-las, tomava um remédio todas as noites antes de dormir. Ao que tudo indica, alguém trocou sua medicação por aspirina, remédio do qual Charlie era alérgico, o que provocou a morte do estudante.
Todos da escola se tornam suspeitos, de funcionários a alunos. Até pais de alunos, como é o caso de David Millar, pai de Rory.

David era casado até pouco tempo com Angelina. Mas parecia que tudo o que o marido dava a ela, em questão de bens materiais, nunca era o suficiente. David se afundou na bebida e o casamento acabou, porém seu amor por seu filho é maior que tudo e, como Rory, de apenas 13 anos, parecia ser a vítima favorita de Charlie, seu pai logo se torna um suspeito.
Não ajuda em nada a escola quando um segundo corpo é encontrado, fazendo com que aconteça mais uma morte no internato.
Jazmine Hunter é a detetive-inspetora encarregada do caso e sabe que tem um grande problema em mãos. A policial estava afastada do trabalho há quase um ano, desde seu divórcio conturbado com Patrick, colega de trabalho que traiu a detetive com outra policial. Aparentemente todos da corporação sabiam, menos ela.
Mas, quando seu chefe apareceu em sua nova casa com esse caso, seus instintos falaram mais alto e a inspetora partiu para ação.
A morte de Charlie foi acidental ou alguém trocou sua medicação de propósito? Rory? David? Algum outro colega? Algum funcionário? O segundo corpo encontrado tem relação com a morte do jovem Charlie? Ou é apenas uma coincidência? Ou a Escola St. Stephen está prestes a se tornar um local de assassinato e outros corpos aparecerão? Jazz conseguirá solucionar o caso e voltar para o trabalho? Ou esse será seu ultimo caso?
A leitura de “Morte no internato” é dinâmica e foi interessante conhecer outro lado da escrita de Lucinda.
Porém, a quantidade de personagens e de tramas paralelas me deixou um tanto confusa. Parecia que as histórias nunca se ligariam, mas a autora conseguiu unir tudo de uma forma bem interessante ao final.
Me surpreendi positivamente com o livro. Não é uma obra prima para os amantes de romances policiais, mas foi um bom começo.
Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

