Sol da meia-noite

Depois de mais de quinze anos do lançamento da saga de vampiros que conquistou o mundo, Stephenie Meyer lançou “Sol da meia-noite”, que nada mais é que o primeiro livro, “Crepúsculo”, contado na visão de Edward Cullen.

Diferente da narrativa de Bella, agora temos o ponto de vista do solitário e misterioso vampiro. Trazendo um ar mais sombrio e sarcástico, nos possibilita conhecer melhor a família Cullen e seus segredos.

A trama nos ajuda a entender a mente de Edward, que até então era um mistério para muitos leitores, o que chega a ser irônico, já que o poder do vampiro é exatamente ler pensamentos, agora, portanto, se encontra do outro lado.

Um dos triunfos da história é exatamente descobrir o que se passava na cabeça do vampiro, principalmente no começo da trama, quando ele conhece Bella. É possível enxergar o dilema que se passa na cabeça dele, enquanto luta contra o desejo de matá-la, ao mesmo tempo que tenta entender qual o motivo de ser imune ao seu poder.

Nos aproximando do cotidiano na vida da família mais querida de vampiros, Stephenie consegue dar mais agilidade e emoção na narrativa, ao detalhar as cenas de perseguição e luta do nosso herói contra o vilão James, na tentativa de salvar a vida de Bella.


Foto por Jaymantri em Pexels.com

Apesar de ser o maior livro de toda a saga, é também o mais dinâmico. Encontramos aventura, mistério e romance em todos os capítulos, fazendo com que seja difícil abandonar a leitura antes do final.

Com uma visão mais próxima de Edward, acabamos conhecendo melhor todas as suas faces, diferenciando um pouco da visão romântica e idealizada que Bella nos traz, fazendo com que ele se torne mais humano, apesar das circunstâncias. Enxergamos seus defeitos, medos, angústias e ansiedades, coisas que, por ele tentar manter sempre o controle perto de Bella, não conseguimos ver nos outros livros.

É possível também entender melhor todo o conflito envolvendo vampiros e lobisomens e toda a história por trás do tratado entre espécies inimigas — aquele famoso tratado que permite que eles convivam próximos, sem um ultrapassar os limites de terras do outro, sem que os humanos sejam prejudicados por nenhum dos povos e sem que suas identidades sejam reveladas.

Li toda a saga mais de uma vez, e o novo livro conseguiu superar as expectativas e valeu a pena tanta espera. É uma leitura mais longa e densa, mas como disse antes, difícil de largar. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recordar?

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9 comentários em “Sol da meia-noite

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