Pessoas normais

Fiquei muito na dúvida se faria esta resenha, pois o livro é tão curtinho e tão gostoso de ler, que tive medo de dar spoiler caso contasse tudo que eu gostei da leitura. Uma amiga o classificou como “romance não fofo” e eu adorei o termo, pois é a definição perfeita para “Pessoas normais”.

No livro acompanhamos a história de Connell e Marianne ao longo de vários anos. De um capítulo pro outro passam-se meses, então nunca sabemos em que pé anda a relação deles quando começamos uma parte nova.

Moram em uma cidade pequena, na Irlanda. Marianne vem de uma família rica e problemática, filha de uma importante advogada. Connell é filho da faxineira da casa da garota. Ambos estudam juntos, mas fingem não se conhecerem na escola.

Enquanto o rapaz é o típico mocinho de romance (popular, inteligente e lindo), a menina é vista com maus olhos pelos colegas. Não tem amigos, e todos a acham esquisita. Os próprios amigos de Connell são os que mais implicam com a garota.

O garoto também considerava Marianne estranha, mas após ter que buscar a mãe no trabalho um dia, começa a conversar com a colega enquanto a espera, e percebe que, apesar de peculiar, ela tem seu encanto. A forma direta como se expressa, deixa Connell intrigado.

Começam a sair escondidos. Na escola fingem não se conhecerem, mas depois das aulas passam tardes e noites deitados na cama de um ou de outro, conversando e revelando medos e segredos que não admitiam nem para si mesmos.

Foto por Fallon Michael em Pexels.com

Connell decide se candidatar a mesma faculdade que Marianne, e mesmo que tenham se afastado nos últimos meses de escola, seus caminhos voltam a se cruzar, mas com uma diferença. Marianne agora é a popular, e ele é o deslocado.

Independente das idas e vindas, tempos separados e de novos relacionamentos, a relação entre eles parece nunca mudar. Mesmo quando se afastam, o caminho de volta um pro outro é fácil e natural. A amizade, a cumplicidade, o entendimento, e claro, a atração, torna praticamente impossível a distância atrapalhar o que compartilham.

Quais os problemas uma amizade colorida pode gerar para as pessoas envolvidas? O passado deles, pode atrapalhar a relação em algum momento? Ou apenas a fortalece? Até que ponto a distância, seja ela física ou não, interfere numa união?

Com todos os elementos necessários para um bom livro de romance clichê água com açúcar, somos surpreendidos com diversas reviravoltas e situações cotidianas, que fazem com que nos apeguemos aos personagens e nos identifiquemos com eles, afinal, são apenas pessoas normais (há!).

Com um final nada convencional, Sally Rooney, a autora, consegue fazer um desfecho justo e digno para nossos protagonistas, deixando nosso coração quentinho e ansiando por mais capítulos.

Confesso que peguei para ler sem expectativas, mas me apeguei a ele desde o começo. Agora fica com vocês a pergunta: esse é um livro para recorda? 

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